Segundo a OPaS(Organização Pan-americana de Saúde) e a OMS (Organização Mundial de Saúde) há uma estimativa para os próximos 20 anos de que, em cada quatro habitantes do planeta, um enfrentará algum tipo de transtorno mental, podendo ser depressão, esquizofrenia, dependência de álcool ou de drogas, entre outros.
Entre todos os transtornos mentais a depressão hoje encontra-se no topo da lista como a mais comum, atingindo 121 milhões de pessoas no mundo. No Brasil estima-se que cerca de 32 a 50 milhões de pessoas sofram de depressão.
A Depressão manifesta-se por sintomas que acometem o humor, a intelectualidade e o físico.
É comum ao depressivo os seguintes sintomas:
• Insônia ou sono excessivo quase todo dia;
• Fadiga ou perda da energia quase todos os dias;
• Redução da capacidade para pensar ou concentração, quase todo dia;
• Humor depressivo na maior parte do dia, quase todo dia;
• Sentimentos de falta de valor, culpa excessiva ou inapropriada, quase
todo dia;
• Perda marcante do interesse ou prazer em toda ou em quase todas as
atividades, na maior parte do dia, quase todo dia;
• Perda importante de peso ou ganho de peso (uma mudança maior do
que 5% do peso em um mês) ou aumento ou diminuição importante do
apetite;
• Agitação psicomotora ou ritmo modificado dos movimentos quase todos os
dias, observados por terceiros;
• Pensamentos recorrentes de morte, de ideação suicida, de tentativa de
suicídio ou um plano específico de se matar.
A indicação de tratamento para a depressão são farmacoterapia (medicamento) e psicoterapia. No entanto, estes tratamentos envolvem um custo elevado em termos de saúde pública, justificando os estudos que buscam novas formas de intervenção no tratamento da depressão através da prescrição de exercícios físicos.
O exercício físico tem se mostrado uma importante ferramenta no combate e na prevenção da depressão, em estudo realizado por Van Gool et al e segundo o American college of Sports Medicine (ACSM) indivíduos que praticam exercícios regularmente por um período mínimo de 30 min./ dia apresentam ausência da depressão comparado a indivíduos que não fazem exercícios regulares. Além destes, muitos outros estudos demonstraram os benefícios do exercício no combate a depressão e até mesmo compararam o seu efeito ao efeito do tratamento farmacológico.
A prescrição do exercício depende certamente de uma avaliação feita pelo profissional de Ed. Física que irá adequar a freqüência, intensidade e tipo de exercicio ideal às condições do paciente.
Procure sempre um profº de Ed. Física antes de iniciar sua prática de exercícios.
Bons treinos!
Fontes: Singh et al 2005; Van Gool et al. 2006; (ACSM) American College of Sports Medicine. 1990; Cassilhas et al. 2007.

